Um mapa de empresas de uma cidade tinha 2.565 registros, todos digitados à mão. Depois de duas cargas de dados públicos, tem 17.442, e 15.360 deles aparecem no mapa com um ponto de verdade.
Ninguém digitou nada. Os dois arquivos são públicos e gratuitos.
O primeiro arquivo diz quem existe
A Receita Federal publica a base de CNPJ. Da publicação de agosto de 2026 vieram 16.679 estabelecimentos ativos na cidade, sendo 14.876 novos e 1.803 que já existiam e foram atualizados, com regime tributário, porte e sócios.
Isso responde quem existe. Não responde onde fica, porque o endereço vem em texto e texto não desenha ponto em mapa.
O segundo arquivo diz onde fica
O IBGE publica o CNEFE, o cadastro de endereços do Censo de 2022, com coordenada por endereço. Cruzando os dois, 11.749 empresas foram movidas para o ponto real do endereço. Antes do cruzamento, 11.177 apareciam no mapa. Depois, 15.360.
A parte que ninguém conta
O interessante não está no que casou, e sim no que ficou de fora e na regra que você aplica a isso.
| Como a coordenada foi achada | Empresas |
|---|---|
| CEP e número, com o nome da rua conferido | 9.667 |
| Rua e número | 2.634 |
| Manuais mantidas onde estavam | 526 |
| Só existe número vizinho na mesma rua | 1.456 |
| Sem ponto no cadastro do IBGE | 3.685 |
As 1.456 da quarta linha são a decisão que importa. O cadastro tem o número 340 da rua e a empresa fica no 342. Dava para colocar o ponto no vizinho. Ninguém notaria, e o mapa ficaria mais cheio.
Não gravamos. A regra aqui é coordenada só real. Um ponto aproximado tem exatamente a aparência de um ponto correto, fica indistinguível depois, e alguém vai dirigir até ele. Prefiro uma empresa fora do mapa e dentro da lista a uma empresa no lugar errado.
As 526 manuais também ficaram onde estavam, e elas serviram de aferição. A distância mediana entre o ponto que uma pessoa marcou e o ponto do IBGE ficou em 17 metros, o que mostra que o cruzamento automático não está pior que a mão humana.
Se você for fazer isso
Os dados são públicos, grandes e mal-humorados. O trabalho está no tratamento, não no download.
Decida a regra do “quase casou” antes de rodar a carga, e deixe por escrito. Depois, com o mapa cheio na sua frente, a tentação de arredondar cresce.
Guarde por que cada ponto foi gravado. Sem isso você não audita nada nem melhora a carga seguinte.
Precisa resolver isso na sua empresa?
Uma conversa de vinte minutos costuma bastar para saber se faz sentido, e você fala direto com o engenheiro que constrói.