O site do cliente ficou cinco vezes mais rápido, e não custou nada

Um cliente com dois sites reclamou de lentidão. A suspeita natural é servidor pequeno, e essa conversa costuma terminar num plano mais caro.

Não era isso. Eram duas chaves desligadas, em serviços que ele já pagava.

O que estava acontecendo

No primeiro site, o DNS já estava na Cloudflare, mas o proxy estava desligado nos registros. O nome resolvia pela Cloudflare e o visitante seguia direto para o servidor de origem. Toda a rede que o cliente já tinha contratado estava ali parada, sem passar tráfego nenhum.

No segundo, a CDN da hospedagem aparecia no painel e nunca tinha sido ativada.

Os números, antes e depois

Medi com curl, a partir do Brasil. Foram cinco execuções no dia 17 e dez no dia 18, depois da mudança.

Tempo até o primeiro byte Antes Depois
Mediana 1,306 s 0,256 s
Pior caso 14,738 s 0,873 s
Melhor caso 0,606 s 0,231 s

A mediana caiu 5,1 vezes. O pior caso caiu 17 vezes, e é ele quem manda. Numa das cinco medições do dia 17 o site não respondeu, e noutra o aperto de mão TLS sozinho levou 8 segundos. Uma falha a cada cinco tentativas. Depois da mudança, nenhuma.

Dos arquivos estáticos testados, 14 de 14 passaram a sair do cache de borda. Antes eram zero.

O que não foi tocado

Ligar o proxy da Cloudflare mexe em registros de DNS, e é ali que mora o e-mail. Os registros MX e os TXT de DKIM e DMARC ficaram como estavam. Esse é o erro clássico dessa mudança: o site fica rápido na terça e o financeiro para de receber nota fiscal na quarta.

A parte desconfortável

Esse ganho não veio de engenharia. Veio de abrir dois painéis. O cliente pagava pelos dois serviços e recebia metade de um deles, e ninguém tinha medido.

É por isso que eu meço antes de propor qualquer coisa. Em boa parte dos casos de lentidão, a primeira coisa que aparece não é código mal escrito nem servidor pequeno. É configuração que alguém deixou pela metade, e que fica invisível até você cronometrar.

Precisa resolver isso na sua empresa?

Uma conversa de vinte minutos costuma bastar para saber se faz sentido, e você fala direto com o engenheiro que constrói.

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